sexta-feira, 5 de junho de 2015

AMASSAR O PÃO

AMASSAR O PÃO          (Vera Popoff)


As mãos já não amassam seu  pão!
A  massa  já não é  amassada
      pelas nossa mãos.
As  mães já não passam
a herança da massa dos pães!
Amassadas , já encontramos as massas!
Onde fica a magia das bolhas da massa do pão?
O volume da massa, não vemos aumentado,
                dobrado!
A fermentação observada,
O prazer da massa amassada,
do crescimento aguardado,
do comentário delicado,
do forno esquentado ,
do cuidado esmerado,
do cheiro do pão caseiro assado,
do café coado,
da caneca branca na mesa
e da certeza da massa multiplicada,
por  Deus abençoada,
pelo Filho repartida,
pelos doze convidados, compartilhada.
Do  pão transformado em vida,
tão bem amassado nas mãos...
que se elevam numa direção
que não pode ter sido em vão!


O PÃO TRANSFORMADO EM VIDA, TÃO BEM AMASSADO NAS MÃOS!

TEMPO BOM

TEMPO BOM       (Vera  Popoff)

Poderia amanhecer um tempo melhor?
A cantiga que gosto já sei de cor
O passarinho singelo canta na janela
Está chamando: o café com leite está pronto!
Tem pão quente com manteiga!
-Acorda, menina meiga!

Como ficar indiferente?
Não  há no mundo tanta gente
que viva momento assim tão feliz
Sei disso porque um anjo me diz!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O CASULO

O  CASULO                (Vera  Popoff)

A  terra anunciava!
Eis chegada a primavera!
Os bichos trocavam sinais.
Os cantos? São sem iguais.
Com inveja da borboleta,
visitei a amoreira, procurando
         o seu lugar.
Confortada , aconcheguei-me!
Mas onde está a borboleta?
Se foi...
Enclausurei-me no casulo da lagarta...
Fios de seda enrolaram-me.
Ah, que toque suave!
Escondida no casulo,
vestida da pura seda,
não quero tão cedo ir embora!
Por que enfrentaria o mundo lá fora?
No casulo... o sonho d'uma lagarta...
Vestida de tanto viço,
um dia vou ser borboleta!
Voarei entre os cantos das aves,
no meio de tanta florada,
encantarei os olhares que passam
            pelas estrada!

UM DIA, VOU SER BORBOLETA, VOAREI ENTRE AS FLORADAS



   

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O CREPÚSCULO

O CREPÚSCULO
                                (Vera Popoff)

Na melhor idade , ou...
na avançada idade
eu vejo deitar a noite!
No crepúsculo eu me aconchego!
Hora de meditar, de lembrar,
De buscar no meu céu
a estrela maior e fazê-la brilhar
          dentro do peito!
Ainda dá tempo! Ainda tem jeito!
A idade do brilho, não acabou.
Ainda há canto para cantar!
Ainda há encanto  para encantar!
      Com a estrela buscada
    há  uma magia encantada!
      Chegam os sonhos...
      Viajam os anjos...
Eu sinto a carícia da lua
beijando a minha face nua!
      Sem disfarce
ainda há uma beleza
    que se insinua!

FOTO DA FOTÓGRAFA DIRCE MITUUTI SOB O TÍTULO: LUAR FANTÁSTICO!

PARA MINHA FILHA FERNANDA QUE VEM PARA CASA NO FERIADO

PARA MINHA FILHA FERNANDA, ESPERANDO A SUA CHEGADA , NO FERIADO!

DIA ESPERADO        (Vera Popoff)

E chega o dia esperado!
Coração já está preparado!
Mãos de mãe, enternecidas
Esperam a hora do agrado!

O meu pensamento embalança
nos galhos da laranjeira!
A filha esperada chegando...
Comida no fogo esperando...
O perfume doce exalando
na alma  da mãe que canta
a canção do terno acalanto!

Ai, delícia de vida!
nem me importo com a lida!
A minha poesia é relida
nos voos da imaginação
que segura , com amor,
o seu belo coração!

CANTIGA DA VELHA MENINA

CANTIGA DA VELHA MENINA
                                                         (Vera Popoff)


A vida vai transbordando!
Despencam lindos brotos  brotados
no  coração! É brotação , é floração!
São  aromas exalando. São jardins tão
delicados, tão afortunados!
A idade contada no tempo
pouco importa , no momento!
Sem numerar as rugas do rosto,
Sem importar-me com as mãos já cansadas,
apoio-me , debruçada na janela,
onde pendem os gerânios
em viçosas flores belas!!

 E passa uma borboleta...
Eu sinto inveja das asas pintadas
        das várias cores!
Almejo voar com ela!
Mas ela, voa  depressa!
Não pude bater minhas asas
para voar  junto dela!

Mas meu peito não padece.
Ele jamais esquece
que voará quando queira
sem sair ali da beira
daquela janela em flor!
Gerânios por toda parte!
Saem, descem a ladeira,
Seguem enfeitando a vida,
mesmo um pouco envelhecida,
mas de sonhos, enriquecida!

Canta a velha menina,
Banha-se no suave  orvalho,
Senta-se sob o carvalho.
Na ilusão sem medida, delira!
Ouve a brisa,  que em seu louvor,
     toca uma linda lira!

GERÂNIOS POR TODA PARTE! SAEM, DESCEM A LADEIRA, SEGUEM ENFEITANDO A VIDA!

TROVINHAS

BOM DIA, FILHINHA!

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE!

TROVINHAS         (Vera Popoff)

No feriado do mês
Tu me farás companhia
contaremos tantas histórias
Acumuladas na nossa memória.

Falarás das tuas proezas
Mostrarei as tantas belezas
Relembraremos venturas
Nossos dias serão formosura.

Seguiremos  horas risonhas
Dormiremos nos leitos suaves
Nas auroras de alegria
Mesmo na estação fria
Viveremos nossas emoções
E teremos bem aquecidos
Os nossos dois corações!

Filhinha, estou esperando cheia de ternura!
Venha com deus. Beijos e não esqueça de ser feliz.
Sua mãezinha         Vera  Verinha