ARTESÃ SEM SONO
Vera Popoff
Cai a noite silente e bela...
A artesã acorda o sono.
Desperta a soneira e tece
uma esteira.
Acende a luz da sua estrela
Acorda o sono da lua
Já acordada , está a parede
Levanta a preguiça da rede.
Todos já perderam o sono!
Os retalhos , as fitas , as linhas,
bailando!
As coisa despertas , sem sono,
conspiram a favor da artesã
O relógio sem ponteiros
não marca o seu tempo,
não apavora a insônia.
A noite recebe um recado :
embaixo da luz acesa. a sua esperteza!
A puerícia retomada
a inspiração avivada
nas mãos . energia redobrada
Com paciência beneditina
Avança na sua particular sabatina
A toalha , sem o brilho da purpurina,
mas tão alegre ,quanto uma vivaz menina!
sábado, 14 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
AS SOBRAS
AS SOBRAS
Vera Popoff
Nas sobras da minha vida,
quebrados os tantos planos,
rasgadas as esperanças,
naufragados os lindos sonhos,
travadas as ilusões,
desmaiadas as boas lembranças
entortados os possíveis caminhos ,
esvaziados todos os ninhos,
desenganadas as fortes paixões,
decifrados alguns enígmas,
bebidas as tristes saudades,
petrificado o meu coração,
prescritas muitas tristuras,
acumuladas as amarguras e
golpeadas as leves ternuras
Minha alma levou um tombo!
Caiu do muro erguido... por ela mesma,
Choramingou e afrouxou os laços
Quebrou os ossos do encanto
Perdeu o nascer do sol
Descoloriu a cor do arrebol
Sobrou-me o pão da solidão,
Da alegria, apenas um grão.
Da poesia , um pequeno traço,
De alguém, um frouxo abraço.
Vou atrás dos ímpetos quebrados,
reconstruir desejos alienados,
procurar lábios para os sorrisos,
Alargar as frestas deixadas
escapulir das pueris fraquezas,
embarcar no vagão da viveza!
Vera Popoff
Nas sobras da minha vida,
quebrados os tantos planos,
rasgadas as esperanças,
naufragados os lindos sonhos,
travadas as ilusões,
desmaiadas as boas lembranças
entortados os possíveis caminhos ,
esvaziados todos os ninhos,
desenganadas as fortes paixões,
decifrados alguns enígmas,
bebidas as tristes saudades,
petrificado o meu coração,
prescritas muitas tristuras,
acumuladas as amarguras e
golpeadas as leves ternuras
Minha alma levou um tombo!
Caiu do muro erguido... por ela mesma,
Choramingou e afrouxou os laços
Quebrou os ossos do encanto
Perdeu o nascer do sol
Descoloriu a cor do arrebol
Sobrou-me o pão da solidão,
Da alegria, apenas um grão.
Da poesia , um pequeno traço,
De alguém, um frouxo abraço.
Vou atrás dos ímpetos quebrados,
reconstruir desejos alienados,
procurar lábios para os sorrisos,
Alargar as frestas deixadas
escapulir das pueris fraquezas,
embarcar no vagão da viveza!
![]() |
| O ARREBOL FOTOGRAFADO POR DIRCE MITUUTI |
domingo, 8 de novembro de 2015
AO DR. ALBERTO FONSECA
AO DR. ALBERTO FONSECA
Vera Popoff
Vera Popoff
Também nos anos setenta
Vivi um louco amor
Mais que amor, acho que foi paixão
Pois aquele olhar... descompassava
o meu jovem coração!
Um dia , meu amor foi embora.
Tão orgulhosa , permiti que partisse
Mesmo sabendo que longe daquele abraço,
Talvez, nem mais , existisse!
RELANÇAMENTO
RELANÇAMENTO
Vera Popoff
Da vida , desejo pouco
por isso não fico louco
A ambição passa longe ,
A ganância , descartei.
Vivo e simplesmente
vivo!
Simplesmente amo,
a quem merece o meu amor.
E quem ama não tem pudor!
Simplesmente, ama!
Passou a flor da idade
foi embora minha mocidade.
Que me importa?
Foi-se o tempo da ilusão
e de sofrer tanta paixão!
Relancei a minha vida
muito mais bem resolvida.
Sem suspiros , sem tremores
evito assim , os dissabores.
No relançamento da vida
tem ofertas imperdíveis
Um vento fresco no rosto,
um sorriso tão bem posto,
alegrias no mês de agosto!
No terreno muito fértil
brotam galhos e sementes
Plantei mudas da humildade,
deu frutos da felicidade!
Inspiro-me nos aromas
A vida relançada
é muito mais perfumada.
As cores são da harmonia
Tem fantasia todo dia!
No modelo decorado,
quantos compartimentos!
Muito mais atrevimento,
descartei o constrangimento.
Os medos foram derrubados
Os segredos desvendados.
Indiferença está fora!
Cafezinho e boa prosa, toda hora.
Vera Popoff
Da vida , desejo pouco
por isso não fico louco
A ambição passa longe ,
A ganância , descartei.
Vivo e simplesmente
vivo!
Simplesmente amo,
a quem merece o meu amor.
E quem ama não tem pudor!
Simplesmente, ama!
Passou a flor da idade
foi embora minha mocidade.
Que me importa?
Foi-se o tempo da ilusão
e de sofrer tanta paixão!
Relancei a minha vida
muito mais bem resolvida.
Sem suspiros , sem tremores
evito assim , os dissabores.
No relançamento da vida
tem ofertas imperdíveis
Um vento fresco no rosto,
um sorriso tão bem posto,
alegrias no mês de agosto!
No terreno muito fértil
brotam galhos e sementes
Plantei mudas da humildade,
deu frutos da felicidade!
Inspiro-me nos aromas
A vida relançada
é muito mais perfumada.
As cores são da harmonia
Tem fantasia todo dia!
No modelo decorado,
quantos compartimentos!
Muito mais atrevimento,
descartei o constrangimento.
Os medos foram derrubados
Os segredos desvendados.
Indiferença está fora!
Cafezinho e boa prosa, toda hora.
DIA DE REZAR
DIA DE REZAR
Vera Popoff
Domingo é dia da missa
é dia da rezação
é dia da louvação!
Por tudo , preciso rezar
Ao Criador, devo louvar,
mas esqueci como se reza
já nem sei como se louva!
Minha vida até que é boa
sou temente, não vivo à toa!
O céu há de perdoar
porque já não sei rezar!
Digo amém, vou mais além...
Não reclamo com ninguém!
Nunca peço por vintém.
Vivo a vida sossegada
Com a dor, sou abnegada.
A inveja passa longe,
pois não desejo aquilo que é
do irmão!
Ao meu dia basta o pão!
O sol brilha no meu e também
no seu coração!
Nenhuma sombra me atormenta
A fé na vida, me sustenta!
Se esqueci a oração
Não foi descuido ou falta
da devoção.
Apenas uma decisão tomada
Não ficar ajoelhada.
Erguer os olhos ao infinito
receber sem reclamação
tudo que por ELE , foi escrito!
Vera Popoff
Domingo é dia da missa
é dia da rezação
é dia da louvação!
Por tudo , preciso rezar
Ao Criador, devo louvar,
mas esqueci como se reza
já nem sei como se louva!
Minha vida até que é boa
sou temente, não vivo à toa!
O céu há de perdoar
porque já não sei rezar!
Digo amém, vou mais além...
Não reclamo com ninguém!
Nunca peço por vintém.
Vivo a vida sossegada
Com a dor, sou abnegada.
A inveja passa longe,
pois não desejo aquilo que é
do irmão!
Ao meu dia basta o pão!
O sol brilha no meu e também
no seu coração!
Nenhuma sombra me atormenta
A fé na vida, me sustenta!
Se esqueci a oração
Não foi descuido ou falta
da devoção.
Apenas uma decisão tomada
Não ficar ajoelhada.
Erguer os olhos ao infinito
receber sem reclamação
tudo que por ELE , foi escrito!
MARIA ROSA
MARIA ROSA
Vera Popoff
Não bastou ser a Maria
desejou ser uma Rosa!
Não bastou ser caprichosa
desejou alma formosa!
Não se contentou com tal beleza
desejou a inteligência e a ternura.
Completada a formosura,
hoje é MARIA ROSA!
Mulher corajosa e suave
exala amor e perfume
Rosa , rainha das flores!
Oh, Rosa , seu sorriso
atrai brandura e amores!
Vera Popoff
Não bastou ser a Maria
desejou ser uma Rosa!
Não bastou ser caprichosa
desejou alma formosa!
Não se contentou com tal beleza
desejou a inteligência e a ternura.
Completada a formosura,
hoje é MARIA ROSA!
Mulher corajosa e suave
exala amor e perfume
Rosa , rainha das flores!
Oh, Rosa , seu sorriso
atrai brandura e amores!
LOUCA
LOUCA
Vera Popoff
Naquele primeiro encontro
enlouqueci de paixão!
Naquele segundo encontro
enlouqueci , outra vez!
Naquele terceiro encontro,
a loucura triplicou.
Foram tantas loucuras!
Louca, arranquei pedaços do meu
coração,
Fui colando os pedaços no teu.
Louca, rasguei minha alma inteira
E a alma suave e calma ficou em farrapos...
Costurei os farrapos d'alma na alma tua.
No turbilhão de tantas loucuras
Minha vida em flor desabrochou, mas...
durou pouco, murchou!
No auge da minha loucura
Partistes, sem dizer adeus!
Foi quando , desesperadamente louca,
sangrando e gritando, eu te matei...
dentro do peito.
Enterrei todas as lembranças no
vazio coração.
O luto permaneceu encarnado
As esperanças sim...desencarnadas!
Vera Popoff
Naquele primeiro encontro
enlouqueci de paixão!
Naquele segundo encontro
enlouqueci , outra vez!
Naquele terceiro encontro,
a loucura triplicou.
Foram tantas loucuras!
Louca, arranquei pedaços do meu
coração,
Fui colando os pedaços no teu.
Louca, rasguei minha alma inteira
E a alma suave e calma ficou em farrapos...
Costurei os farrapos d'alma na alma tua.
No turbilhão de tantas loucuras
Minha vida em flor desabrochou, mas...
durou pouco, murchou!
No auge da minha loucura
Partistes, sem dizer adeus!
Foi quando , desesperadamente louca,
sangrando e gritando, eu te matei...
dentro do peito.
Enterrei todas as lembranças no
vazio coração.
O luto permaneceu encarnado
As esperanças sim...desencarnadas!
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