COLORINDO A ALMA
Vera Popoff
Eu colori as paredes da casa
Uma azul, outra amarela,
Outra laranja e vermelha.
Desenhei borboletas e rosas
Folhas verdes, mimosas!
Queria mesmo era colorir a alma
Com cores vibrantes ou calmas
Desenhar margaridas e violetas,
gerânios e sempre-vivas.
Com a alma tão decorada,
as alegrias seriam favas contadas!
No teto da minha sala
Desenhei o céu com seus tons
sobre tons!
Estrelas grandes e pequeninas.
A lua dirigindo o espetáculo
Não há como descrever tal beleza
com o meu pobre vernáculo!
Queria mesmo era pintar o céu
dentro do meu coração.
Deus comandaria os compassos
Contentando as minha tristezas,
suavizando as rudezas,
esclarecendo todas as incertezas!
Pintei o muro da casa
Cor da terra vermelha
inspirada n'outra terra,
numa paisagem longe da serra.
Pendurei vasos de amor-perfeito
Enganei o amor do meu peito
tão frágil e imperfeito!
O muro colorido e fantasiado
precisou ser derrubado.
Emparedou os meus sonhos
Cerceou a liberdade,
fez-me uma vítima
da cruel realidade!
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
DESENCONTRO
DESENCONTRO
Vera Popoff
Amava José, mas
casou-se com João.
Sua boca disse "sim"!
Seu coração disse "não"!
E agora, sem José e com João
Não quer cometer ingratidão.
Sem direito, vive um amor
com defeito.
Não soube tomar decisão
Ficou sem o amor de José
E rejeita o amor de João
Quanta sofreguidão!
No conforto sem confronto
Aceitou o que estava certo e pronto.
Chora magoada, mas não afronta
A mentira que a amedronta!
Vera Popoff
Amava José, mas
casou-se com João.
Sua boca disse "sim"!
Seu coração disse "não"!
E agora, sem José e com João
Não quer cometer ingratidão.
Sem direito, vive um amor
com defeito.
Não soube tomar decisão
Ficou sem o amor de José
E rejeita o amor de João
Quanta sofreguidão!
No conforto sem confronto
Aceitou o que estava certo e pronto.
Chora magoada, mas não afronta
A mentira que a amedronta!
SONATA
SONATA
Vera Popoff
A cada nota musical da sonata que toca ,
eu me inspiro, me ajeito!
Uma palavra mexe o meu peito
sedento de música , faminto de poesia,
campeando a rima e a harmonia.
A cada escala musical da sonata
é mais um verso que a minha alma acata!
A sonata vai baixinho tocando...tocando...
O meu coração tocando...tocando em frente,
a poesia.
Na languidez tão melódica
Esqueço o quão sou metódica
Escrevo livre , escolho a palavra
guardada dentro da alma,
que do amor, é escrava!
Vera Popoff
A cada nota musical da sonata que toca ,
eu me inspiro, me ajeito!
Uma palavra mexe o meu peito
sedento de música , faminto de poesia,
campeando a rima e a harmonia.
A cada escala musical da sonata
é mais um verso que a minha alma acata!
A sonata vai baixinho tocando...tocando...
O meu coração tocando...tocando em frente,
a poesia.
Na languidez tão melódica
Esqueço o quão sou metódica
Escrevo livre , escolho a palavra
guardada dentro da alma,
que do amor, é escrava!
POESIA OU OUTRA LIÇÃO
POESIA OU OUTRA LIÇÃO
Vera Popoff
Pensei naquela poesia
para o dia que corria
sem inspiração, sem energia.
Lápis e papel à disposição
Mas chama-me, outra lição
-Farinha de trigo e o bolo
para um amigo.
Ovos , manteiga , leite,
fermento e requeijão
Na panela, o tempero do feijão!
-Oh, meu grande amor tão antigo
que no meu coração fez abrigo!
Sabão, desinfetante para a limpeza
Esfregão para desencardir o chão
A minha alma clama pela beleza
E a minha paixão enfeitou meu coração
Mas o rodo leva embora qualquer emoção!
Frutas , legumes, as carnes
A lista interminável
interfere na doce melodia
da minha ansiosa poesia!
O coração trovador
Cansou-se da confusão
Aquietou-se, esperou...
Não há verso que resista
Não há lirismo que insista
ao pano esfregando o chão.
A minha cabeça deu voltas
Com tamanha desproporção!
Vera Popoff
Pensei naquela poesia
para o dia que corria
sem inspiração, sem energia.
Lápis e papel à disposição
Mas chama-me, outra lição
-Farinha de trigo e o bolo
para um amigo.
Ovos , manteiga , leite,
fermento e requeijão
Na panela, o tempero do feijão!
-Oh, meu grande amor tão antigo
que no meu coração fez abrigo!
Sabão, desinfetante para a limpeza
Esfregão para desencardir o chão
A minha alma clama pela beleza
E a minha paixão enfeitou meu coração
Mas o rodo leva embora qualquer emoção!
Frutas , legumes, as carnes
A lista interminável
interfere na doce melodia
da minha ansiosa poesia!
O coração trovador
Cansou-se da confusão
Aquietou-se, esperou...
Não há verso que resista
Não há lirismo que insista
ao pano esfregando o chão.
A minha cabeça deu voltas
Com tamanha desproporção!
FITEIRA
FITEIRA
Vera Popoff
Se os teus olhos , eu fito
E tu, os meus olhos, fitas
Desmaio de amor e faço fita
Desata-se o nó que ata o meu peito.
Fiteira, os teus olhos, fito
E tu fitas os meus
Não há como resistir
faço uma dengosa fita!
Enlaças o meu coração
num lindo laço de fita
E eu enlaço o teu amor
na minha alma fiteira.
Tu enlaças os teus carinhos
nos meus cabelos enroladinhos,
presos com um laço de fita.
Vera Popoff
Se os teus olhos , eu fito
E tu, os meus olhos, fitas
Desmaio de amor e faço fita
Desata-se o nó que ata o meu peito.
Fiteira, os teus olhos, fito
E tu fitas os meus
Não há como resistir
faço uma dengosa fita!
Enlaças o meu coração
num lindo laço de fita
E eu enlaço o teu amor
na minha alma fiteira.
Tu enlaças os teus carinhos
nos meus cabelos enroladinhos,
presos com um laço de fita.
A CASA SEM FANTASMAS
A CASA SEM FANTASMAS
Vera Popoff
A casa é grande, é bonita!
A casa tem espaço, algum regaço
A casa tem estilo, mas não guarda os meus sigilos.
Suas janelas são claras, são largas
As portas estão sempre abertas
Por elas entram emoções tão incertas!
De dentro da casa , olho o céu, brilha o sol!
Á noite banho-me do luar.
De fora da casa... inspiro, expiro
todos os aromas
todas mentiras escondidas
todas as mágoas travestidas de alegria!
A casa carrega as minhas cruzes no seu telhado
Carrega as minhas dores nas paredes
Deita na sua rede , as decepções revividas
Pelo chão da casa , passos repetitivos
nenhum passé ou pas-de-deux
da dança nobre e clássica!
Parece tudo pronto para abrigar venturas,
para vislumbrar um horizonte puro de ternura!
Tudo arquitetado para ser feliz
Mas o meu peito diz:
- Onde estão os fantasmas da casa?
A casa é tão bonita, mas nela
não sinto as asas que necessito
para voar!
Meus sonhos timidamente estagnados
Os voos acomodados ...
Na casa bonita que não entusiasma
Não vivem os meus fantasmas!
Vera Popoff
A casa é grande, é bonita!
A casa tem espaço, algum regaço
A casa tem estilo, mas não guarda os meus sigilos.
Suas janelas são claras, são largas
As portas estão sempre abertas
Por elas entram emoções tão incertas!
De dentro da casa , olho o céu, brilha o sol!
Á noite banho-me do luar.
De fora da casa... inspiro, expiro
todos os aromas
todas mentiras escondidas
todas as mágoas travestidas de alegria!
A casa carrega as minhas cruzes no seu telhado
Carrega as minhas dores nas paredes
Deita na sua rede , as decepções revividas
Pelo chão da casa , passos repetitivos
nenhum passé ou pas-de-deux
da dança nobre e clássica!
Parece tudo pronto para abrigar venturas,
para vislumbrar um horizonte puro de ternura!
Tudo arquitetado para ser feliz
Mas o meu peito diz:
- Onde estão os fantasmas da casa?
A casa é tão bonita, mas nela
não sinto as asas que necessito
para voar!
Meus sonhos timidamente estagnados
Os voos acomodados ...
Na casa bonita que não entusiasma
Não vivem os meus fantasmas!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
A RUA COELHO NETO
A RUA COELHO NETO
Vera Popoff
Vera Popoff
A RUA COELHO NETO
Vera Popoff
Moro na Rua Coelho Neto.
Oh , Coelho Neto que disseste:...
-"A poesia é o bálsamo harmonioso da alma."
Tento seguir na direção da tua fala
Sem a tua competência e sabedoria
Mas com a dose de esperança
que ilumina e alivia.
Com a alma tão afrontada ... escrevo!
Quem sabe, na pequenez da minha poesia,
eu busque a sonhada paz e harmonia!
O nome que é teu , na rua,
não faz da rua um bálsamo,
mas um penoso cadafalso!!
Na rua, mesmo com a tentativa da escrita
da pobre e desgastada poesia
Eu vivo muito ausente da alegria
Quando sou machucada pelo açoite da ignorância
daqueles ...cujas mãos e vozes são vestiduras
da arrogância!!
Vera Popoff
Moro na Rua Coelho Neto.
Oh , Coelho Neto que disseste:...
-"A poesia é o bálsamo harmonioso da alma."
Tento seguir na direção da tua fala
Sem a tua competência e sabedoria
Mas com a dose de esperança
que ilumina e alivia.
Com a alma tão afrontada ... escrevo!
Quem sabe, na pequenez da minha poesia,
eu busque a sonhada paz e harmonia!
O nome que é teu , na rua,
não faz da rua um bálsamo,
mas um penoso cadafalso!!
Na rua, mesmo com a tentativa da escrita
da pobre e desgastada poesia
Eu vivo muito ausente da alegria
Quando sou machucada pelo açoite da ignorância
daqueles ...cujas mãos e vozes são vestiduras
da arrogância!!
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