segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
ADEUS ANO VELHO! ADEUS ATITUDES VELHAS...oxalá!!!!
Os últimos acontecimentos abalaram o meu bem estar físico e emocional. O nervosismo com os bombardeios , músicas nas alturas , a quase obrigação de ouvir , junto com o outro , a música escolhida por ele.
Infelizmente , n'algumas noites e manhãs e tardes inteiras, a nossa felicidade depende também das atitudes daqueles que nos cercam!
Principalmente , se vivemos em condomínios verticais ou horizontais, onde é necessário que a consciência coletiva tome o espaço da consciência individual e egoísta. Corações arrogantes e duros esquecem-se que existe o outro coração manso , que deseja paz , um certo sossego para reflexões, leituras , artes, ou só um espaço para a preguiça .
A casa ou prédios vizinhos têm todo o direito ao "sertanejo universitário", ou pagode, samba, rock, etc. Sempre lembrando, que o próximo pode não se agradar da mesma música e do mesmo gênero musical. Som nas alturas , bombas em áreas residenciais , karaokês num volume incompatível com o respeito humano é, no mínimo, desumano. O mundo será infinitamente mais belo, se respeitarmos uns aos outros , se tivermos cuidados com o outro, se ampliarmos nossas visões para o todo e esquecermos , só um pouquinho , a volúpia do prazer dos nossos umbigos.
Eu não deixo por menos, denuncio e reclamo, pois passei a noite com os filhotes , que estavam agitados com o bombardeio e latiam com histeria .Tive o desvelo de pensar no meu vizinho, que poderia incomodar-se com o latido dos cães . Permanecemos ao lado deles, acalmando e protegendo! Falta sim , no Residencial Porta do Sol, uma amplidão de pensamento , uma abrangência ao respeito humano e à Natureza, que padecem com os desvarios daqueles que sentem necessidade da ostentação.
Cheia de esperança num mundo mais bonito , pois acredito que dois ou mais corações, unidos numa causa maior , podem ser ouvidos. Seremos todos mais sábios , exercitando a cidadania.
sábado, 2 de janeiro de 2016
SENSAÇÃO MEDIÚNICA
SENSAÇÃO MEDIÚNICA
Vera Popoff
Aquela sensação mediúnica
Chega e instala-se, forte e única!
Silenciosa...porque não fala
Surda ...porque não ouve,
Mas permanece e aflora.
Vagueia pelo conhecido e rompe
a carne.
Avança , peito adentro e desbrava
a alma.
Sapateia sobre os sentidos e passa
pela impenetrabilidade.
Quer falar e ser ouvida, mas não rompe
a barreira do som!
A voz muda... clama e chama
Nada esclarece e até aborrece.
Um sinal que não existe
Uma luz disfarçada e triste
Um recanto imaginário
A ilusão que se descortina
A mensagem, talvez, divina!
Um esforço para ser receptiva
fica pairado na vontade pouco
combativa.
Um reparo na vida, nas idas e vindas
Uma embriaguez de vinho tinto
Uma fumaça do cigarro não tragado
Lascas de detalhes despercebidos
Fragmentos de percepção desperdiçada...
Por enquanto, o tudo é nada
Apenas... sensações emanadas.
Vera Popoff
Aquela sensação mediúnica
Chega e instala-se, forte e única!
Silenciosa...porque não fala
Surda ...porque não ouve,
Mas permanece e aflora.
Vagueia pelo conhecido e rompe
a carne.
Avança , peito adentro e desbrava
a alma.
Sapateia sobre os sentidos e passa
pela impenetrabilidade.
Quer falar e ser ouvida, mas não rompe
a barreira do som!
A voz muda... clama e chama
Nada esclarece e até aborrece.
Um sinal que não existe
Uma luz disfarçada e triste
Um recanto imaginário
A ilusão que se descortina
A mensagem, talvez, divina!
Um esforço para ser receptiva
fica pairado na vontade pouco
combativa.
Um reparo na vida, nas idas e vindas
Uma embriaguez de vinho tinto
Uma fumaça do cigarro não tragado
Lascas de detalhes despercebidos
Fragmentos de percepção desperdiçada...
Por enquanto, o tudo é nada
Apenas... sensações emanadas.
NO ESPELHO
NO ESPELHO
Vera Popoff
O rosto no espelho
A tez exibe dobras amarrotadas
O olhar parece opaco
A boca perdeu o viço do riso
Nomes esquecidos
Datas apagadas
Tempo de validade , vencido!
As mesmas histórias repetidas
Mãos manchadas e pernas cansadas
O dorso arcado
Estatura diminuída
Agilidade comprometida
Poucas ilusões, várias decepções
Muitas , muitas frustrações!
Parecem multiplicadas
as horas das solidões...
Poucas chegadas e tantas partidas.
Ainda bem que restaram as flores,
que vestem de verde e rosa
as infinitas dores!
Vera Popoff
O rosto no espelho
A tez exibe dobras amarrotadas
O olhar parece opaco
A boca perdeu o viço do riso
Nomes esquecidos
Datas apagadas
Tempo de validade , vencido!
As mesmas histórias repetidas
Mãos manchadas e pernas cansadas
O dorso arcado
Estatura diminuída
Agilidade comprometida
Poucas ilusões, várias decepções
Muitas , muitas frustrações!
Parecem multiplicadas
as horas das solidões...
Poucas chegadas e tantas partidas.
Ainda bem que restaram as flores,
que vestem de verde e rosa
as infinitas dores!
É MENTIRA
É MENTIRA
Vera Popoff
Vera Popoff
É mentira que a dor não dói
A dor está só camuflada...
Vesti-a de verde e rosa
E , desdenhosa , canto-a
em verso e prosa!
A dor está só camuflada...
Vesti-a de verde e rosa
E , desdenhosa , canto-a
em verso e prosa!
Escrevo as minhas linhas
livremente e sem pudor!
Diferente da minha dor
Minha poesia eu tento besuntar
de mel
A dor fica escondida e espremida
Não a deixo escancarar
Que fique no seu devido lugar!
livremente e sem pudor!
Diferente da minha dor
Minha poesia eu tento besuntar
de mel
A dor fica escondida e espremida
Não a deixo escancarar
Que fique no seu devido lugar!
ENVERGONHADA
ENVERGONHADA
Vera Popoff
Depois d'um desequilíbrio de emoção
que surrou o meu coração!
Depois da lágrima, inutilmente , derramada
E das tantas amarguras destiladas
Depois das palavras duras , jorradas
e das turvas energias espalhadas
e das asperezas , em flechadas ,
lançadas.
Depois das blasfêmias proferidas
E de loucura cometida
E da falsa verdade declamada
Depois da convulsão de sentimentos,
Da alma , numa torrencial tempestade
e do espírito atravancado pela dor tão pequena!
Fiquei envergonhada...nem pedir perdão ,eu pude.
Faltou coragem!
E o sorriso quis sair da boca, mas conteve-se
A mão preparou um gesto de afago, mas prendeu-se
e a face corou, envergonhada!
Agora, o dito já foi dito,
mas , ainda bem , não foi escrito
Que voe, o dito que não foi bendito,
para muito longe... carregado
pelas nuvens do mau tempo
Quem sabe , desaguando em chuvas
e lavando o dia da tormenta.
Vera Popoff
Depois d'um desequilíbrio de emoção
que surrou o meu coração!
Depois da lágrima, inutilmente , derramada
E das tantas amarguras destiladas
Depois das palavras duras , jorradas
e das turvas energias espalhadas
e das asperezas , em flechadas ,
lançadas.
Depois das blasfêmias proferidas
E de loucura cometida
E da falsa verdade declamada
Depois da convulsão de sentimentos,
Da alma , numa torrencial tempestade
e do espírito atravancado pela dor tão pequena!
Fiquei envergonhada...nem pedir perdão ,eu pude.
Faltou coragem!
E o sorriso quis sair da boca, mas conteve-se
A mão preparou um gesto de afago, mas prendeu-se
e a face corou, envergonhada!
Agora, o dito já foi dito,
mas , ainda bem , não foi escrito
Que voe, o dito que não foi bendito,
para muito longe... carregado
pelas nuvens do mau tempo
Quem sabe , desaguando em chuvas
e lavando o dia da tormenta.
ARRUMAÇÃO DOS ARMÁRIOS
Vera Popoff
Início de ano...
Muita chuva
Passarinho não se importa,
Canta!
Os pés encharcados
Cabelos escorridos
Nas mãos, a terra molhada.
As sementes multiplicadas
O verde vibra e se encanta
com os pingos d'água caindo"
A trepadeira agarra
na parede mal pintada.
A flor colore
Há quem admire
e a singeleza adore!
Dia de arrumar armário
esquecer do trabalho no orquidário
Rasguei cartas de amor
anos sessenta
Manifestos e protestos
anos setenta
retratos desbotados
anos oitenta!
Descartei o desespero das perdas
anos noventa!
Anos 2000...
arranjei laço de fita e amarrei!
Espanei a poeira acumulada
lustrei a madeira desgastada
Suspirei de saudade apertada
Descartei pequenezas abarrotadas
Destrocei as mágoas já mofadas
Beijei fotografias tão amadas
Enlacei as lembranças das paixões
Desatei os nós e libertei decepções
Armário arrumado, perfumado
livre dos caixotes cheios de ilusões
já perdidas, não vividas, esquecidas.
E lá se vai a década...
resolvi deixar, ainda , algumas esperanças
guardadas!
Vera Popoff
Início de ano...
Muita chuva
Passarinho não se importa,
Canta!
Os pés encharcados
Cabelos escorridos
Nas mãos, a terra molhada.
As sementes multiplicadas
O verde vibra e se encanta
com os pingos d'água caindo"
A trepadeira agarra
na parede mal pintada.
A flor colore
Há quem admire
e a singeleza adore!
Dia de arrumar armário
esquecer do trabalho no orquidário
Rasguei cartas de amor
anos sessenta
Manifestos e protestos
anos setenta
retratos desbotados
anos oitenta!
Descartei o desespero das perdas
anos noventa!
Anos 2000...
arranjei laço de fita e amarrei!
Espanei a poeira acumulada
lustrei a madeira desgastada
Suspirei de saudade apertada
Descartei pequenezas abarrotadas
Destrocei as mágoas já mofadas
Beijei fotografias tão amadas
Enlacei as lembranças das paixões
Desatei os nós e libertei decepções
Armário arrumado, perfumado
livre dos caixotes cheios de ilusões
já perdidas, não vividas, esquecidas.
E lá se vai a década...
resolvi deixar, ainda , algumas esperanças
guardadas!
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