AORTA
Vera Popoff
Na horta , um pé de pimenta doce ao lado,
um amor perfeito!
Na aorta , sangue bom, vermelho , vibrante
e confiante na fortaleza do coração que bate
no lado esquerdo do peito.
Colho na horta o que alimenta e produz energia
Na aorta , injeto sonhos ...
no sangue que corre vermelho, vibrante!
A horta é regada da água mais transparente
A aorta é regada do sangue rubi e latente.
Na horta o alimento deixa-me forte e corada
Na aorta , alimento o meu sangue das utopias.
Nas células , mais amor e mais fantasia!
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
CHEGA!
CHEGA
Vera Popoff
Agora, chega!
Nasci, chorei, cresci.
Amei quem não amou o meu amor.
Escolhi caminhos tão penosos!
Iludi-me e desiludi-me
Apaixonei e me desesperei
Participei de todas as lutas
que passaram por mim, glórias e inglórias
Plantei mil árvores e escrevi folhas em branco
Poesias e textos lidos, não lidos, irrelevantes.
Pari, amamentei e chorei todo tipo de dor
Sorri algumas alegrias, mesmo não tendo sido
verdadeiramente, inteiramente e inconsequentemente alegre.
Arrisquei-me mais do que podia
Recolhi tantos cacos!
Alvejei tantas nódoas!
Remendei tantos trapos!
Andei muito além do desejado
Dancei passos mal marcados
Abdiquei dos sonhos mais lindamente sonhados.
Fui tola, fui ingênua , fui pequena e fui tão grande
quando exigiram-me crescimento.
Mas agora, cansei o cansaço "mais grande"
que se pode cansar!
Sento-me, então , sob árvores que plantei
Recosto-me no barranco mais próximo
Deito-me na relva e espero...
um colibri, uma canto do sabiá,
um cheiro bom do jasmim.
Acaricio as pétalas das rosas escolhidas, no jardim
Aprecio a construção do ninho e
emociono-me , apenas e tão somente , com os pássaros , e as asas dos passarinhos.
Sair do meu quintal para ver o quê?
Convidada, não vou às festas
e já não vivo de aparar arestas.
Chega de exposição e decepção
Chega de querer convencer e esmurrar
o mal querer
Chega de lembrar o que desejo esquecer!
O mundo fora da minha porteira está tão feio!
Tanta dureza, aspereza e nas almas,
pouca nobreza.
A justiça é seletiva e cruel
As palavras com gosto de fel!
Gosto mesmo é de lamber a própria mão
lambuzada de mel.
Dane-se! Cansei!
Mas se precisarem de mim...cheguei!
Vera Popoff
Agora, chega!
Nasci, chorei, cresci.
Amei quem não amou o meu amor.
Escolhi caminhos tão penosos!
Iludi-me e desiludi-me
Apaixonei e me desesperei
Participei de todas as lutas
que passaram por mim, glórias e inglórias
Plantei mil árvores e escrevi folhas em branco
Poesias e textos lidos, não lidos, irrelevantes.
Pari, amamentei e chorei todo tipo de dor
Sorri algumas alegrias, mesmo não tendo sido
verdadeiramente, inteiramente e inconsequentemente alegre.
Arrisquei-me mais do que podia
Recolhi tantos cacos!
Alvejei tantas nódoas!
Remendei tantos trapos!
Andei muito além do desejado
Dancei passos mal marcados
Abdiquei dos sonhos mais lindamente sonhados.
Fui tola, fui ingênua , fui pequena e fui tão grande
quando exigiram-me crescimento.
Mas agora, cansei o cansaço "mais grande"
que se pode cansar!
Sento-me, então , sob árvores que plantei
Recosto-me no barranco mais próximo
Deito-me na relva e espero...
um colibri, uma canto do sabiá,
um cheiro bom do jasmim.
Acaricio as pétalas das rosas escolhidas, no jardim
Aprecio a construção do ninho e
emociono-me , apenas e tão somente , com os pássaros , e as asas dos passarinhos.
Sair do meu quintal para ver o quê?
Convidada, não vou às festas
e já não vivo de aparar arestas.
Chega de exposição e decepção
Chega de querer convencer e esmurrar
o mal querer
Chega de lembrar o que desejo esquecer!
O mundo fora da minha porteira está tão feio!
Tanta dureza, aspereza e nas almas,
pouca nobreza.
A justiça é seletiva e cruel
As palavras com gosto de fel!
Gosto mesmo é de lamber a própria mão
lambuzada de mel.
Dane-se! Cansei!
Mas se precisarem de mim...cheguei!
LEVITANDO
LEVITANDO
Vera Popoff
Mal consigo abrir ao olhos
Se é cansaço, sono, preguiça ou chatice,
ainda não decifrei.
Quem sabe , um pouco de tédio, saudade, vazio?
ainda não atinei.
Tem um silêncio lá fora
E outro silêncio cá dentro do peito
Não ouço mais nem mesmo, as batidas do coração
Será que parou, ou deu um tempo,
exausto com os contratempos?
Mas um lirismo me arrodeia
que chega nem mesmo sei d'onde
Envolve a minh'alma débil
Atenua a possível tristeza
Faz-me ascender, tamanha leveza!
Vera Popoff
Mal consigo abrir ao olhos
Se é cansaço, sono, preguiça ou chatice,
ainda não decifrei.
Quem sabe , um pouco de tédio, saudade, vazio?
ainda não atinei.
Tem um silêncio lá fora
E outro silêncio cá dentro do peito
Não ouço mais nem mesmo, as batidas do coração
Será que parou, ou deu um tempo,
exausto com os contratempos?
Mas um lirismo me arrodeia
que chega nem mesmo sei d'onde
Envolve a minh'alma débil
Atenua a possível tristeza
Faz-me ascender, tamanha leveza!
domingo, 7 de janeiro de 2018
AS REGRAS
Ah...as regras!
Vera Popoff
Ah...as regras!
No papel, são tão convincentes e tão presentes!...
São bem elaboradas , bem pensadas e bem intencionadas!
As regras visam o respeito ao outro
Delicadeza com o vizinho,
Civilidade , um pouquinho só de bondade ,
Um olhar de misericórdia e o nosso espaço
seria quase perfeito, sem a discórdia!
Entretanto, ignorando as regras da convivência ,
Aqui faço uma interferência,
pois existem as posições egoístas , arrogantes e desumanas
que destroem a alegria , a paz
e a mansidão
que emanam d'um Coração Cristão! (Vera Popoff)
Vera Popoff
Ah...as regras!
No papel, são tão convincentes e tão presentes!...
São bem elaboradas , bem pensadas e bem intencionadas!
As regras visam o respeito ao outro
Delicadeza com o vizinho,
Civilidade , um pouquinho só de bondade ,
Um olhar de misericórdia e o nosso espaço
seria quase perfeito, sem a discórdia!
Entretanto, ignorando as regras da convivência ,
Aqui faço uma interferência,
pois existem as posições egoístas , arrogantes e desumanas
que destroem a alegria , a paz
e a mansidão
que emanam d'um Coração Cristão! (Vera Popoff)
MAIS UM
MAIS UM
Ano Novo
Vera Popoff
A minha casa , singela e bela,
Pintada da cor da rosa...
Abriga meu corpo, já meio exaurido
pelos setenta anos vividos!
Abriga as decepções do ano presente
Abriga as novas esperanças
do ano que vem!
Vou deixar do lado de fora da casa,
as doenças que partirão com o ano velho
Judiaram tanto do corpo,
mas não atingiram minh'alma
Do lado de dentro...as curas,
a saúde recuperada
A vida , então, restaurada e
renovada!
Que assim seja e assim será!
Vera Popoff
A minha casa , singela e bela,
Pintada da cor da rosa...
Abriga meu corpo, já meio exaurido
pelos setenta anos vividos!
Abriga as decepções do ano presente
Abriga as novas esperanças
do ano que vem!
Vou deixar do lado de fora da casa,
as doenças que partirão com o ano velho
Judiaram tanto do corpo,
mas não atingiram minh'alma
Do lado de dentro...as curas,
a saúde recuperada
A vida , então, restaurada e
renovada!
Que assim seja e assim será!
Vivo num condomínio, onde não desejaria viver.
Foi uma escolha equivocada
O lugar é grande, elegante e ostenta!
Ostenta uma elegância, que de fato, não tem.
Ostenta um falso glamour daqueles que pensam que são, mas nada são! ...
Ostenta uma compreensão acerca da vida socialmente sadia
Mas de verdade, como estão socialmente enfermos!!
O lugar onde vivo exibe-se como uma casta e vasta elite brasileira
Ah...como enganam-se estes meus vizinhos !!!
Encantam-se com poucas coisas:
- um asfalto na porta
-fogos de artifícios para exibirem suas presenças medíocres
-músicas nas alturas demonstrando poder
-grosserias e indelicadezas
-quadras de tênis quando nem raquetes sabem segurar
- serviçais para recolherem seus lixos mal acondicionados
-carros importados , ainda que com prestações atrasadas
-gargalhadas d'uma alegria regada à uísque barato e falso , assim como são baratas e falsas ...as suas vidinhas.
Foi uma escolha equivocada
O lugar é grande, elegante e ostenta!
Ostenta uma elegância, que de fato, não tem.
Ostenta um falso glamour daqueles que pensam que são, mas nada são! ...
Ostenta uma compreensão acerca da vida socialmente sadia
Mas de verdade, como estão socialmente enfermos!!
O lugar onde vivo exibe-se como uma casta e vasta elite brasileira
Ah...como enganam-se estes meus vizinhos !!!
Encantam-se com poucas coisas:
- um asfalto na porta
-fogos de artifícios para exibirem suas presenças medíocres
-músicas nas alturas demonstrando poder
-grosserias e indelicadezas
-quadras de tênis quando nem raquetes sabem segurar
- serviçais para recolherem seus lixos mal acondicionados
-carros importados , ainda que com prestações atrasadas
-gargalhadas d'uma alegria regada à uísque barato e falso , assim como são baratas e falsas ...as suas vidinhas.
CHEGA!
Vera Popoff
Agora , chega!
Nasci, chorei,cresci....
Amei quem não amou o meu amor.
Escolhi caminhos tão penosos!
Iludi-me e desiludi-me
Apaixonei e me desesperei
Participei de todas as lutas
que passaram por mim
Plantei mil árvores e escrevi livros, mal escritos,
mas estão lá,
abertos por alguns, ou fechados e não lidos.
Pari , amamentei e chorei todas as dores,
e sorri algumas alegrias,
mesmo nunca tendo sido, verdadeiramente,
inteiramente e inconsequentemente... alegre.
Arrisquei-me mais do que podia,
Andei muito além do desejado
Dancei passos mal marcados
Abdiquei dos sonhos mais lindamente sonhados.
Fui tola, ingênua, pequena
e tão grande,
quando exigiram-me crescimento.
Mas agora, cansei.
Sento-me sob árvores que plantei
e sinto o cheiro bom do jasmim
Acaricio as pétalas das rosas escolhidas, no jardim.
Aprecio a construção do ninho
e emociono-me , apenas e tão somente
com o passarinho.
Sair do meu quintal para ver o quê??
Convidada, não vou às festas
e não vivo para aparar mais arestas.
Chega de exposição e tanta decepção
Chega de querer convencer ,
de esmurrar o mal querer
de lembrar o que desejo esquecer.
O mundo, fora daqui ,
está duro, sujo e cruel
As palavras são fel!
E eu gosto mesmo é de lamber a própria mão,
lambuzada de mel.
Dane-se! Cansei!
Ver mais
Vera Popoff
Agora , chega!
Nasci, chorei,cresci....
Amei quem não amou o meu amor.
Escolhi caminhos tão penosos!
Iludi-me e desiludi-me
Apaixonei e me desesperei
Participei de todas as lutas
que passaram por mim
Plantei mil árvores e escrevi livros, mal escritos,
mas estão lá,
abertos por alguns, ou fechados e não lidos.
Pari , amamentei e chorei todas as dores,
e sorri algumas alegrias,
mesmo nunca tendo sido, verdadeiramente,
inteiramente e inconsequentemente... alegre.
Arrisquei-me mais do que podia,
Andei muito além do desejado
Dancei passos mal marcados
Abdiquei dos sonhos mais lindamente sonhados.
Fui tola, ingênua, pequena
e tão grande,
quando exigiram-me crescimento.
Mas agora, cansei.
Sento-me sob árvores que plantei
e sinto o cheiro bom do jasmim
Acaricio as pétalas das rosas escolhidas, no jardim.
Aprecio a construção do ninho
e emociono-me , apenas e tão somente
com o passarinho.
Sair do meu quintal para ver o quê??
Convidada, não vou às festas
e não vivo para aparar mais arestas.
Chega de exposição e tanta decepção
Chega de querer convencer ,
de esmurrar o mal querer
de lembrar o que desejo esquecer.
O mundo, fora daqui ,
está duro, sujo e cruel
As palavras são fel!
E eu gosto mesmo é de lamber a própria mão,
lambuzada de mel.
Dane-se! Cansei!
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