ONDE ESTÁ A POESIA?
Vera Popoff
Alguém já reclama:
-Onde está a poesia?
Poie é, que dureza!
Matei a inteligência
Peguei no pesado,
mas não sou renegada
Apenas , um tanto atrapalhada!
O rastelo na mão
a caneta sem tempo
espera ansiosa , a criação!
A semente que germina
geme , quer chão!
O galho balança
minha alma o alcança
pega carona e sacode
no ar!
Alguém já reclama
-Onde está a poesia?
A poesia descansa,
o verso solitário espera
o tempo de poetar!
O lírio inocente
exige cuidado urgente!
O sol posto queima meu rosto
Na sombra da minha mangueira
descanso encostada
Vislumbro o fruto que amarela
no pé!
Alguém reclama:
-Onde está a poesia?
A poesia espera o seu tempo
Amadurece no meu coração
Qualquer hora, palpita, se agita,
busca o riso, o pranto , a paixão
Os versos , então, cairão como os frutos maduros,
ao chão!
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
CONVITE
CONVITE
Vera Popoff
Agora eu lhe faço um convite
Porque sonhos duram tão pouco
ilusões vão embora num instante
São leves e breves viandantes!
Meu convite é inusitado, porém
feito de coração
Vai mexer com seu dia e a sua emoção!
Vamos ter fé , vamos crer?
Crença na vida alonga a existência
livra a cabeça de toda demência
Liberta o medo, atrai a manhã louçã
A beleza é tanta , que a alma canta!
Descuidada e inocente, viva como criança
Põe o seu coração num balanço
que os anjos a rodearão
enviados dos céus, a protegerão!
Vera Popoff
Agora eu lhe faço um convite
Porque sonhos duram tão pouco
ilusões vão embora num instante
São leves e breves viandantes!
Meu convite é inusitado, porém
feito de coração
Vai mexer com seu dia e a sua emoção!
Vamos ter fé , vamos crer?
Crença na vida alonga a existência
livra a cabeça de toda demência
Liberta o medo, atrai a manhã louçã
A beleza é tanta , que a alma canta!
Descuidada e inocente, viva como criança
Põe o seu coração num balanço
que os anjos a rodearão
enviados dos céus, a protegerão!
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
CORAÇÃO MADRUGADOR
CORAÇÃO MADRUGADOR
Vera Popoff
Meu coração madrugador, madruga!
Vai guardar a lua e apagar as estrelas.
Vai abrir a porta e receber a aurora
Vai enxugar o sereno!
Vai acender o sol e colocá-lo a brilhar.
Meu coração madrugador, madruga!
Vai despertar o galo
Vai perguntar ao galo:
-O galo não quer cantar?
Vai avisar ao tempo que já é tempo
Não pode perder mais tempo!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai azular o céu e clarear a manhã!
Vai acordar passarinhos:
-É hora de gorjear!
Vai dizer ao jasmineiro:
-Corre espalhar seu perfume no ar!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai tocar o sino queixoso
anunciando a alvorada!
Vai procurar outro livro,
o livro que está aberto,
é livro lido e relido!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai buscar a esperança,
o dia será de esperar!
Vai recolher as lembranças,
o dia será de lembrar!
Vai traduzir o amor,
o dia será de amar!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai cismar que madrugou e a tristeza murchou,
a desventura acabou e a lágrima secou!
Vai acender o fogo e queimar a sua angústia,
coar o primeiro café e encher o peito de fé!
Vera Popoff
Meu coração madrugador, madruga!
Vai guardar a lua e apagar as estrelas.
Vai abrir a porta e receber a aurora
Vai enxugar o sereno!
Vai acender o sol e colocá-lo a brilhar.
Meu coração madrugador, madruga!
Vai despertar o galo
Vai perguntar ao galo:
-O galo não quer cantar?
Vai avisar ao tempo que já é tempo
Não pode perder mais tempo!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai azular o céu e clarear a manhã!
Vai acordar passarinhos:
-É hora de gorjear!
Vai dizer ao jasmineiro:
-Corre espalhar seu perfume no ar!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai tocar o sino queixoso
anunciando a alvorada!
Vai procurar outro livro,
o livro que está aberto,
é livro lido e relido!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai buscar a esperança,
o dia será de esperar!
Vai recolher as lembranças,
o dia será de lembrar!
Vai traduzir o amor,
o dia será de amar!
Meu coração madrugador, madruga!
Vai cismar que madrugou e a tristeza murchou,
a desventura acabou e a lágrima secou!
Vai acender o fogo e queimar a sua angústia,
coar o primeiro café e encher o peito de fé!
A SALA CINCO POR TRÊS
SALA CINCO POR TRÊS
(Vera Popoff) Aquela pequena sala, que mede cinco por três, abriga sonetos, canções! Lá dentro convivem, entre si, ... um tanto de lirismo e graça, outro tanto de realismo e desgraça! De nostalgia, pintei as paredes. De sentimentos, teci as redes! Da lágrima, reguei o vaso. De soluços, enchi as gavetas. De saudade, teci as cortinas! Num dia, a penumbra da desilusão! N'outro, a luz da ilusão! No palco da sala que mede cinco por três, visto os meus figurinos: -a veste da dor e do amor, -do riso e do pranto, -da agonia ou da alegria, -da porfia ou da paz! -da maldição ou da prece! Ora, me deleito languente! Ora, escrevo tristemente! Ou falo só a verdade, Ou juro com falsidade! É assim que brotam meus versos, na sala cinco por três! |
terça-feira, 22 de setembro de 2015
A PRIMAVERA ESTÁ
" O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração."(Victor Hugo)
A PRIMAVERA ESTÁ
Vera Popoff
O tema mais doce e perfumado
A teimosia verde e rosa desafiando
todas as durezas
O frescor na face , o encanto no olhar,
Na pele, a tentação da beleza e a falta de pudor!
Foi promulgada a lei do amor!
A primavera já está na minha vida
A facilidade da rima,
A ave que seu canto, afina
A aurora que tanto fascina
Minha face roçada pela pétala da rosa
Meu olho enverdecido num campo
salpicado de lírios
A visitação da borboleta formosa!
Fascinação! As árvores fardaram-se
de verde oliva
A vida matizada já não vê a flor estiolada
Eu caminho lado a lado com aquele vento ameno!
Delineio a paisagem na moldura da janela
Degusto os azuis e violetas e
escolho a flor mais bela
A dama d’uma noite provoca aqui,
O perfume d’um jasmim seduz alí!
Sou contente, conquistei tantos amores!
Meu coração é doce riso de esperança
Pulsa, vibra e o alto céu alcança!
e o meu momento!
Entre os espinhos aprendi a caminhar
esquivando-me, desviando -me
de incuráveis ferimentos!
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O GRANDE ENGANO
O GRANDE ENGANO
Vera Popoff
O derradeiro arrependimento
Chegou sem data de vencimento.
Não adianta , a decisão foi tomada
Não foi decisão acertada
Deus , como foi equivocada!
Sinceramente, a mais desastrada!
Mas o que está feito, está feito!
Não vejo solução ou jeito.
Se houvesse conserto, seria consertada
Se eu enxergasse um arranjo,
seria arranjada
Se eu avistasse uma luz, seria
a escuridão, iluminada!
Se eu tivesse um imenso poder,
riscaria o dia vivido
Meu coração não teria parido
tal engano!
Desfraldaria toda a coragem
e voltaria atrás. Andaria de fasto,
pisaria sem dó o momento infausto!
Arrancaria do peito aquela dor,
aquele gemido repetido
aquele mal entendido!
Oh, escolha, pela sina , imposta!
E eu, tremendo fraqueza,
tornei permitida!
De nada serviu-me o livre-arbítrio
Se na encruzilhada mais escura
não avistei estrela augusta.
Um dia que seria inspirado e ditoso
Virou dia amargurado e custoso!
No quarto do padecimento
tranco-me e vivo o tormento!
Busco um ermo retiro
Solto, quando quero, todos os suspiros!
De Deus, já não espero a graça
que tal engano se desfaça!
Vera Popoff
O derradeiro arrependimento
Chegou sem data de vencimento.
Não adianta , a decisão foi tomada
Não foi decisão acertada
Deus , como foi equivocada!
Sinceramente, a mais desastrada!
Mas o que está feito, está feito!
Não vejo solução ou jeito.
Se houvesse conserto, seria consertada
Se eu enxergasse um arranjo,
seria arranjada
Se eu avistasse uma luz, seria
a escuridão, iluminada!
Se eu tivesse um imenso poder,
riscaria o dia vivido
Meu coração não teria parido
tal engano!
Desfraldaria toda a coragem
e voltaria atrás. Andaria de fasto,
pisaria sem dó o momento infausto!
Arrancaria do peito aquela dor,
aquele gemido repetido
aquele mal entendido!
Oh, escolha, pela sina , imposta!
E eu, tremendo fraqueza,
tornei permitida!
De nada serviu-me o livre-arbítrio
Se na encruzilhada mais escura
não avistei estrela augusta.
Um dia que seria inspirado e ditoso
Virou dia amargurado e custoso!
No quarto do padecimento
tranco-me e vivo o tormento!
Busco um ermo retiro
Solto, quando quero, todos os suspiros!
De Deus, já não espero a graça
que tal engano se desfaça!
sábado, 19 de setembro de 2015
CONSTATAÇÃO
CONSTATAÇAO
VERA POPOFF
Como a corrente leva as águas do rio
O sisudo tempo leva o que já fomos
Ainda que queiramos... já não somos
os mesmos!
Fendas abriram-se no peito
Cansaços abrigaram-se na alma
Dores são carregadas nas costas, pernas ,
músculos e a cruz pesa...pesa..pesa...
Por sorte, e apenas por causa dela
O campo dos sonhos ainda esverdeia
na primavera.
Por teimosia, e só por causa dela
recomeçamos, bem machucados, mas
nos resta ainda... a vida!
Por amor , e só por causa dele
Fingimos alegria e de tanto mentir,
acreditamos nas mentiras e...sorrimos!
VERA POPOFF
Como a corrente leva as águas do rio
O sisudo tempo leva o que já fomos
Ainda que queiramos... já não somos
os mesmos!
Fendas abriram-se no peito
Cansaços abrigaram-se na alma
Dores são carregadas nas costas, pernas ,
músculos e a cruz pesa...pesa..pesa...
Por sorte, e apenas por causa dela
O campo dos sonhos ainda esverdeia
na primavera.
Por teimosia, e só por causa dela
recomeçamos, bem machucados, mas
nos resta ainda... a vida!
Por amor , e só por causa dele
Fingimos alegria e de tanto mentir,
acreditamos nas mentiras e...sorrimos!
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