domingo, 7 de janeiro de 2018

O nome dela é Zygopetalum

                                                 Vera Popoff
Olá, Zygopetalum!
Tu chegaste pequena e tão sem graça!
Pensei: -não será fácil lidar com ela. Raízes frágeis , tão minguadinha,...
Oh , pobrezinha!
Mas fomos vivendo:
Uma cuidando da outra
Entreguei minh'alma aos teus desvelos.
Entregaste a mim a tua sorte
Teu nome? Espécie?
Desconhecia.
Minhas dores...tu não sentias.
Cascas de ovos , pó de café, carvão moído e uma alquimia
ativa que me motiva.
Folha daqui
Raiz dali
Verde brilhante e alguns botões
Enfim...tuas flores!
Mas e o teu nome,
donzela flor??
-Zygopetalum?
Encantaste-me e me enlevaste
Estou feliz, passou a dor
Se não passou, nem a percebo!
Nosso segredo!

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CLASSE MÉDIA

Classe Média

                           Vera Popoff
Difícil
Cruel...
Incômodo
Desconfortável e
Irritante...
Conviver com a classe média, mediana e medíocre!
Gritam para mostrar que estão
Festejam a própria limitação
E cantam a ostentação!
Fazem-se presentes
Mesmo quando os desejamos ausentes
Buzinam seus carrões e bradam a ignorância triste
Apontam seus dedos em riste
São rasos, pequenos e tristes.
Exibem- se como se fossem a elite
Mal sabem que são apenas deprimidos
desajustados e desconhecidos!
Forçam uma elegância, mas tropeçam na própria arrogância.
Pior para mim
Ah...quanto desconforto
Viver ao lado de gente
Que de humanos ,não possuem
nem mesmo, a patente.

Certos que
ANO NOVO?

                                                                Vera Popoff
Chegou o ano que todos os anos ,
esperamos!...
O ano novo, que de novo, nada tem!
Pedimos a mudança, mais força, mais esperança e a prosperidade , que nunca vem!
A caçarola no fogo, avental, mais um feijão
Aqui, está tudo igual, quase normal
O novo não apareceu, bate igual,
meu coração!
A queima de fogos...o irritante rojão
Se tenho as estrelas do céu,
Por que me importaria com os fogos
e a sem graça ilusão?
Isolo-me , escondo-me, abstraio-me
Assim , não preciso do riso amarelo
e da frase de pouco efeito:- Feliz Ano Novo!
Poupo- me , já na velhice , do costumeiro bordão!
Fico melhor , na solidão!
Os sonhos?? Não, não foram embora!
São mais lindos a cada hora
Guardo-os na caixinha do meu peito
Afinal, a quem mais importam
São meus. Loucos, livres, benfazejos
Quem sabe , viram verdade,
com luta, boa vontade, energia e
gotas d' alguma verdade.

AH...DOR!

AH...DOR!
                             Vera Popoff

Ah...dor!
Dor que dói sem dó de doer!
Dor que afasta a magia e a fantasia
Dor que aniquila os caminhos...e afunila.
Ah...dor!
Fecha inda mais os olhos
de pouco enxergar.
Estanca a alma peregrina
Destrói um coração de menina.
Dor que acarreta a perda do rumo e do prumo
Dor que amontoa , num só corpo,
o desânimo, o peso, o cinza do mundo.
Destrói  a energia acumulada em apenas,
                        um segundo!
Dor desmedida e destemperada
que açoita o corpo até na madrugada,
                        sem piedade!
Dor que dói sem dó de doer!
Faz a estrada poeirenta e a vida sequiosa
Traz tristeza e alavanca na mente dolorida,
todas as mais vís pequenezas.
Desanima, faz o tempo não passar...
                         só doer!

AH,,,DOR!

Ah...dor!
Vera Popoff
Ah...dor!
Dor que dói sem dó de doer!
Dor que afasta a magia e a fantasia ...
Dor que aniquila e os caminhos...afunila!
Ah...dor!
Fecha inda mais os olhos
de pouco enxergar
Estanca a alma peregrina
destrói um coração de menina.
Dor que acarreta a perda do rumo e do prumo
Dor que amontoa , num só corpo,
o desânimo, o peso, o cinza do mundo
Destrói a energia acumulada em apenas, um segundo!
Dor desmedida e destemperada
que açoita o corpo até na madrugada,
sem piedade !
Dor que dói sem dó de doer...
Faz a estrada poeirenta e a vida sequiosa
Traz tristeza e alavanca na mente dolorida , todas as mais vís pequenezas.
Desanima, faz o tempo não passar...
só doer.

 
 

 

 

COISA MAIDITA!

Coisa maldita!
                         Vera Popoff

 
CRUZ CREDO ! Que coisa mal acabada, mal formada, mal gerada, mal desenvolvida, mal amada, mal vista, mal assombrada , mal vestida, mal cheirosa,, mal falada e malfadada, mal encarada e MALDITA!
(Vera Popoff)

SOLIDÃO

SOLIDÃO
                           Vera Popoff

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que do âmago deste arvoredo
Chamo de Deus
os meus sóis e as minhas luas.

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que aprendi a extrair lascas de alegrias
e cutucar meu coração
com  gravetos de serenidade.
Aprendi a garimpar o brilho das pedras
e transformá-las em preciosas,
fazendo sorrir a boca da mulher!

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que debruçada num galho quebrado
ouço o ruído da pétala que tomba no chão!

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que resolvi parar e ouvir ...ouvir...ouvir
       a voz da intuição.
Estanquei porque peregrina não posso ser
Não há espaço para peregrinação
Permaneço no silêncio e sinto a sensação de ficar.

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que já não me lembro do último sussurro
                  ouvido
e da derradeira voz ensaiada.

A solidão é tanta e de tal tamanho!
O silêncio é tão quieto!
Que já nem sinto compaixão de mim mesma!
Num sorriso distraído recolho as quimeras
              de contentamento
Bebo as gotas de lembranças e sigo...
         envolta no véu da paz!